Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, no9ve, dez, onze, doze, treze, catorze, quinze, dezasseis, dezassete…hum, se calhar é melhor não fazer isto até acabar o tempo…Amarelo, azul, vermelho, verde, lilás, roxo, púrpura, bordeaux, não me estou a lembrar de outras, nem me apetece sequer pensar. E agora escrevo mais o quê? Júpiter, Saturno, Úranos, Neptuno, Plutão…UPS! Plutão já não é! Até isso nos tiram das nossas memórias. Qualquer dia também dizem que o dezassete já não é um número ou que o bordeaux já não é uma cor! Pensando bem é uma cor com um nome estranho…hum, não sei se largo a caneta de continuo. Larguei para concertar a bota que me estava a incomodar. Pfff, que texto sem sentido, sem pensar, salta tudo cá de dentro como aquelas viagens de metro, em que entras em ti na primeira paragem e só despertas quando um velho amigo qualquer te interrompe esse pensamento tão profundo sobre o sexo dos anjos e diz: “Então? ‘tás aqui?”. E apetece-te responder:”Não, por acaso não estava…”. Mas ele ia ficar confuso e portanto limitas-te a responder: “Eu estou! E tu também, pelos vistos!”. Ele risse e continua a conversa de circunstância.
Passo seguinte:” Depois de ouvir os textos uns dos outros dêem uma continuação ao vosso. 3 Minutos”
Hmmm… pensando bem esta conversa de circunstância até começava a tornar-se interessante… cheguei a referir que esse amigo que me encontrou no metro e me interrompeu o pensamento era um antigo amor? Mas daqueles lá mesmo do princípio, daqueles em que as pessoas ainda não eram sequer o que são hoje, nem um bocadinho?
Ia ouvindo-o e transportou-me para outro sítio, desanuviou-me o espírito, fui-me embalando pelo que tinha feito nos últimos anos do meu desconhecimento… e quando menos esperei ele olhou de repente para o visor do metro: “7 rios! Tenho de ir” depois vemo-nos” disse ele. E eu só sorri, e disse-lhe adeus com os olhos. Podia ser que um dia ele me voltasse a adocicar o amargo despertar para a realidade.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
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